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1461 dias na trincheira: O dia a dia sob Bolsonaro no relato do editor de Política da Folha de S.Paulo, de Eduardo Scolese, é um livro de não ficção jornalística que recompõe os quatro anos do governo Jair Bolsonaro a partir do ponto de vista de quem estava no centro da cobertura política diária. Editor de Política da Folha de S.Paulo no período, Scolese organiza a narrativa como um memorial de trabalho: retoma reportagens publicadas, recupera trocas internas de mensagens e cruza a própria experiência com conversas com colegas para explicar como uma redação opera sob estresse contínuo. O foco não é apenas recontar acontecimentos da política brasileira entre 2019 e 2022, mas registrar como ataques recorrentes à imprensa, o ambiente de polarização e a pandemia de Covid-19 reconfiguraram rotinas, decisões editoriais e relações de equipe. Ao abrir bastidores e jargões da profissão, o autor também transforma a cobertura em um estudo prático sobre limites, responsabilidades e custos humanos do jornalismo em tempos de crise.
1461 dias na trincheira é indicado para leitores que querem entender a política brasileira recente por uma lente de bastidor, e não apenas pelo resumo dos fatos. Também é leitura valiosa para estudantes de jornalismo, profissionais de comunicação e interessados em instituições democráticas, porque expõe como a notícia é produzida quando o ambiente público combina polarização, ataques à imprensa e crises sucessivas. O ganho intelectual do livro está na capacidade de transformar rotina em análise: ao explicar processos internos, prazos, coordenação e decisões editoriais, Scolese entrega um retrato do jornalismo como trabalho coletivo sob pressão, além de registrar o impacto da pandemia na organização da cobertura. Há ainda um benefício prático, menos óbvio, mas relevante: o leitor aprende a ler noticiário com mais repertório sobre como pautas nascem, como prioridades são definidas e por que certos erros e acertos se relacionam com condições reais de produção. No conjunto, a obra se destaca de outros livros sobre o período por deslocar o centro da narrativa do Planalto para a redação, documentando a experiência de quem precisou lidar diariamente com imprevisibilidade, agressividade política e sobrecarga. Como memorial de um ciclo histórico, oferece uma fonte organizada de memória profissional e institucional sobre um momento decisivo para a relação entre governo, imprensa e sociedade.