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Utopia autoritária brasileira: Como os militares ameaçam a democracia brasileira desde o nascimento da República até hoje, do historiador Carlos Fico, é um ensaio de história política que investiga a presença recorrente das Forças Armadas como ator decisivo nas crises institucionais do Brasil republicano. Em vez de tratar golpes e quarteladas como episódios excepcionais, o autor sustenta que existe uma tradição de intervencionismo militar que atravessa décadas e reaparece sob diferentes justificativas. Para explicar essa continuidade, Fico utiliza a noção de utopia autoritária brasileira: a crença de que militares seriam mais aptos do que civis para conduzir o país, acompanhada de desconfiança em relação à política e ao pluralismo democrático. Com abordagem histórica e organização cronológica, o livro revisita momentos de ruptura e de tutela, do final do século XIX aos desdobramentos mais recentes da vida política nacional. Ao fazer esse percurso, a obra busca esclarecer por que a democracia brasileira permanece vulnerável quando normas, memórias e responsabilidades institucionais não são plenamente enfrentadas.
Utopia autoritária brasileira é leitura indicada para quem quer compreender por que a democracia no Brasil enfrenta, com recorrência, tensões em torno da presença militar na política. Serve especialmente a estudantes e pesquisadores de história, ciência política e direito constitucional, além de jornalistas e leitores interessados em interpretar o noticiário à luz de processos de longa duração. O principal benefício intelectual é oferecer um enquadramento que conecta episódios separados por décadas, permitindo reconhecer padrões de tutela e as justificativas que os tornam socialmente plausíveis. Em termos práticos, o livro ajuda o leitor a identificar discursos que normalizam intervenções, a distinguir o que é disputa política legítima do que é ameaça institucional e a entender por que responsabilização e controle civil são elementos centrais de qualquer democracia consolidada. A obra se destaca no campo por unir síntese interpretativa e reconstrução histórica, sem tratar 1964 como ponto isolado, mas como parte de uma tradição mais ampla. Ao nomear essa tradição e discutir suas engrenagens, o livro se diferencia de análises meramente conjunturais e se posiciona como referência para pensar reformas institucionais, limites constitucionais e a necessidade de proteger a legalidade diante de crises políticas recorrentes.