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O tribunal: Como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária, de Felipe Recondo e Luiz Weber, é um livro de não ficção jornalística sobre os bastidores do Supremo Tribunal Federal durante o período que vai da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, até o ataque às sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023. Com narrativa predominantemente cronológica, a obra busca explicar como ministros que frequentemente divergiam em temas jurídicos e de estilo institucional passaram a atuar de modo mais coordenado diante de pressões políticas, campanhas de deslegitimação e ameaças dirigidas à Corte. Ao acompanhar decisões, movimentos internos e articulações externas, o livro propõe uma leitura do STF como ator central na contenção de uma escalada de conflito entre Poderes e na preservação de regras do jogo democrático. Ao mesmo tempo, o tema expõe inevitáveis controvérsias: as escolhas do Tribunal, inclusive o uso de instrumentos jurídicos incomuns, são descritas como respostas a um ambiente de exceção, mas também alimentam o debate público sobre limites, legitimidade e ativismo judicial.
O tribunal é indicado para leitores que querem entender a política institucional brasileira recente a partir do ponto de vista de uma corte constitucional sob pressão. Interessa especialmente a estudantes e profissionais de direito, jornalismo e ciência política, bem como a quem acompanha a dinâmica entre Poderes e busca uma narrativa organizada dos fatos e dos bastidores que ajudaram a moldar decisões e posturas públicas do STF. O principal ganho intelectual do livro está em mostrar o Supremo como ator que combina técnica jurídica, percepção de risco e estratégia institucional, algo essencial para compreender por que certos julgamentos e iniciativas ganharam peso político tão grande. Também oferece ao leitor um mapa de como crises sucessivas, conflito permanente e desinformação alteram o funcionamento esperado de instituições democráticas. Ao se diferenciar de análises puramente doutrinárias, a obra aposta no registro jornalístico e na reconstrução de episódios, aproximando o leitor do processo de tomada de decisão em ambientes de incerteza. Em comparação com outros livros sobre o STF, seu destaque é o recorte concentrado no período 2019 a 2023 e a ênfase na formação de unidade do tribunal diante de ataques e ameaças. Ainda assim, o livro circula em um terreno polarizado, o que faz com que seja mais proveitoso quando lido com espírito crítico e em diálogo com visões divergentes sobre ativismo judicial, limites institucionais e a própria narrativa da crise democrática.