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#BaíadeGuanabaraprécolonial #PovosindígenasdaGuanabara #FundaçãocolonialdoRio #Memóriaurbanaindígena #Arqueologiadolitoralcarioca #ORioantesdoRio
Em *O Rio antes do Rio*, Rafael Freitas da Silva desloca o ponto de partida habitual das narrativas sobre a cidade do Rio de Janeiro. Em vez de tomar a fundação colonial portuguesa como início absoluto, o livro se volta para a longa ocupação humana da região da baía de Guanabara e para os povos indígenas que já conheciam, nomeavam, percorriam e transformavam aquele território. Trata-se de uma obra de história voltada à revisão de uma memória urbana frequentemente centrada na colonização, nos marcos administrativos e nos monumentos posteriores. Seu propósito é tornar visível que o espaço que viria a ser chamado de Rio de Janeiro possuía redes sociais, práticas de subsistência, conflitos, referências territoriais e relações ambientais próprias antes da cidade colonial. A abordagem interessa tanto à história indígena quanto à compreensão da paisagem carioca: praias, morros, ilhas, manguezais e canais não aparecem como cenário vazio, mas como partes de um território vivido. Ao reconstituir esse horizonte anterior, o livro questiona a ideia de que a história local começou em 1565.