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Governar os mortos: Necropolíticas, desaparecimento e subjetividade, de Fábio Luis Franco, é um ensaio interdisciplinar que articula filosofia política e psicanálise para examinar como a morte pode ser produzida, administrada e apagada por práticas estatais. Dialogando com o conceito de necropolítica de Achille Mbembe e com ferramentas teóricas associadas a Michel Foucault, o autor analisa o desaparecimento forçado não só como um evento pontual ou uma técnica repressiva, mas como uma racionalidade de governo que atravessa instituições, discursos e burocracias. O livro se volta ao contexto brasileiro, com atenção às continuidades entre mecanismos de contrainsurgência legados por experiências coloniais, a institucionalização da repressão em períodos autoritários e suas reverberações em dinâmicas contemporâneas de violência e desigualdade. Ao mesmo tempo, investiga efeitos subjetivos e sociais dessa política da morte, incluindo a gestão do luto, da melancolia e da dessensibilização coletiva diante de mortes massificadas.
Governar os mortos é indicado para leitores de filosofia política, ciências sociais, direitos humanos e psicologia, além de pessoas interessadas em compreender como violência de Estado, burocracias e regimes de visibilidade estruturam o que se reconhece como vida digna e morte lamentável. Também pode ser útil para quem atua em movimentos sociais, memória e justiça, pois oferece um vocabulário conceitual para analisar desaparecimento, apagamento e produção de indiferença sem reduzir o problema a casos isolados. O principal ganho intelectual do livro está em conectar três planos que muitas vezes aparecem separados: a história de técnicas repressivas, a teoria política do poder sobre a morte e os efeitos subjetivos do luto impedido e da desrealização. Essa articulação torna a obra especialmente fértil para interpretar tanto heranças autoritárias quanto práticas contemporâneas de controle e abandono. Em comparação com trabalhos que tratam necropolítica apenas como diagnóstico geral, Franco se destaca por insistir no desaparecimento como racionalidade estruturante e por aproximar o debate de uma leitura psicanalítica da experiência social. O resultado é um ensaio rigoroso que ajuda a pensar por que certas mortes se tornam invisíveis e como esse apagamento produz consequências duradouras para a democracia, para a memória coletiva e para a capacidade de elaborar perdas no espaço público.