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Comum: Ensaio Sobre a Revolução no Século XXI, de Pierre Dardot e Christian Laval, é um livro de teoria política e crítica social que dialoga com debates contemporâneos sobre neoliberalismo, democracia e alternativas à lógica proprietária. Publicado no Brasil pela Boitempo, a obra propõe que o comum não deve ser entendido como um tipo de bem dado pela natureza nem como simples sinônimo de propriedade pública. Em vez disso, os autores defendem o comum como um princípio político e uma instituição construída por práticas coletivas, regras compartilhadas e lutas contínuas contra a apropriação e a privatização. O objetivo central é oferecer um enquadramento capaz de articular experiências e movimentos que disputam recursos, saberes, serviços e espaços, apontando para uma transformação democrática que vá além da dicotomia entre Estado e mercado. Trata-se de uma obra densa, de fôlego, voltada a leitores que buscam fundamentos conceituais para pensar novas formas de organização social e política no século XXI.
Comum: Ensaio Sobre a Revolução no Século XXI é indicado sobretudo a leitores de ciências sociais, filosofia política, direito, geografia e áreas afins, além de pessoas engajadas em debates sobre democracia, políticas públicas e movimentos sociais. Não é um livro de leitura rápida: seu valor está na construção conceitual e na ambição de oferecer um princípio organizador para múltiplas lutas contemporâneas. O principal ganho intelectual é a redefinição do comum como instituição política, o que permite sair de respostas automáticas que alternam entre estatizar ou privatizar. Ao insistir que o comum depende de práticas, regras e participação, Dardot e Laval fornecem critérios para avaliar experiências concretas de gestão coletiva sem idealizá las, e também para criticar formas de administração pública que reproduzem distanciamento e verticalidade. No campo das ideias, a obra se destaca por articular crítica do neoliberalismo, genealogia conceitual e proposta normativa, oferecendo um enquadramento que conecta conflitos sobre recursos, serviços e conhecimentos a uma reinvenção democrática mais ampla. Em comparação com livros que tratam os comuns apenas como categoria econômica ou como repertório de exemplos, este se diferencia pela ênfase em instituição e por tratar o comum como eixo de uma estratégia política para o século XXI, capaz de reorientar tanto a teoria quanto a prática das transformações sociais.