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As big techs e a guerra total: O complexo militar-industrial-dataficado, de Sérgio Amadeu da Silveira, é um ensaio de crítica sociopolítica sobre a transformação da guerra e da segurança na era digital. Partindo do debate clássico sobre o complexo militar-industrial, o autor propõe que a infraestrutura de dados, os serviços em nuvem e os sistemas de inteligência artificial, desenvolvidos e operados por grandes empresas de tecnologia, passaram a integrar de modo estrutural a capacidade militar contemporânea, especialmente nos Estados Unidos. O conceito de complexo militar-industrial-dataficado descreve essa fusão entre poder estatal, vigilância, plataformas digitais e automação decisória. Com linguagem voltada ao público interessado em tecnologia e política, o livro busca tornar visíveis as alianças entre corporações como Google, Amazon, Microsoft, Oracle e Palantir e os aparatos de defesa, discutindo impactos éticos e democráticos. A obra também chama atenção para a dataficação como forma de dominação e para os riscos de privatização de decisões estratégicas mediadas por sistemas opacos.
As big techs e a guerra total é indicado para leitores de sociologia, ciência política, relações internacionais, estudos de tecnologia e direito digital, além de profissionais de TI e gestores públicos que lidam com dados, nuvem e automação. O principal ganho intelectual é oferecer um enquadramento consistente para compreender por que a guerra contemporânea depende cada vez mais de infraestrutura informacional, e como essa dependência altera a relação entre Estado, mercado e cidadania. Em vez de tratar inteligência artificial como tema apenas técnico, o livro a insere em disputas concretas de poder, evidenciando tensões entre eficiência operacional, opacidade algorítmica e responsabilidade democrática. Na prática, a leitura ajuda a formular perguntas melhores sobre contratos de tecnologia, governança de dados, auditoria de sistemas e limites éticos para usos de IA em segurança e defesa. A obra se destaca em seu campo por articular o debate sobre capitalismo de vigilância a uma dimensão militar e geopolítica, enfatizando a continuidade histórica do complexo militar-industrial, agora reconfigurado pela dataficação. Ao conectar plataformas, vigilância e automação a estratégias de guerra, o ensaio oferece uma lente crítica útil para interpretar notícias, políticas públicas e decisões corporativas que muitas vezes aparecem como neutras, mas carregam implicações profundas para direitos, soberania e vida democrática.