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A hora dos predadores, de Giuliano da Empoli, é um ensaio curto e incisivo sobre o cenário político internacional na era das plataformas digitais. Dando continuidade a preocupações já presentes em Os engenheiros do caos, o autor descreve como a combinação entre tecnologias de influência, economia da atenção e enfraquecimento das mediações institucionais abriu espaço para uma nova configuração de poder. O foco recai sobre dois polos que se reforçam: autocratas dispostos a testar limites e magnatas digitais capazes de moldar comportamentos em escala, por meio de dados, algoritmos e infraestruturas privadas de comunicação. Em vez de tratar a crise democrática apenas como um problema de ideias, Da Empoli enfatiza métodos e incentivos: a lógica do choque, a guerra de narrativas, a exploração de polarização e a vantagem estratégica de quem domina as ferramentas. O livro busca ajudar o leitor a reconhecer esse novo ecossistema, seus atores e seus riscos, sem prometer soluções simples para um quadro complexo.
A hora dos predadores é indicado para leitores que acompanham política contemporânea, geopolítica e o impacto das plataformas digitais na vida pública, incluindo jornalistas, estudantes, profissionais de tecnologia, formuladores de políticas e cidadãos que querem entender por que o debate democrático parece mais inflamado e menos governável. O principal ganho intelectual do livro está em oferecer uma lente estratégica: em vez de interpretar a crise apenas como degradação de costumes ou disputa ideológica, Da Empoli chama atenção para incentivos, métodos e estruturas que favorecem atores dispostos a explorar o caos. Essa abordagem ajuda a organizar o problema em termos de poder, infraestrutura e assimetria, tornando mais claro por que respostas baseadas só em boa vontade ou checagem de fatos podem ser insuficientes. O livro se destaca no seu nicho por combinar análise política com sensibilidade narrativa, aproximando o leitor de um diagnóstico de época sem depender de jargão acadêmico pesado. Também dialoga com obras recentes sobre desinformação e autoritarismo, mas adiciona a ênfase na convergência entre autocratas e magnatas digitais e na ideia de que a disrupção deixou de ser exceção para virar método. Ao final, a leitura reforça a necessidade de olhar para o digital como terreno de disputa de poder e como questão institucional central para a sobrevivência das democracias.